News 24 | O que NÃO medir em marketing
Medir tudo parece prudente, mas costuma atrapalhar. Neste artigo, explico como decidir o que não medir em marketing para ganhar foco, clareza e tomar decisões melhores.
Estratégia por trás: “Vamos medir tudo, depois a gente filtra.”
Essas frases soam responsáveis. Na prática, costumam produzir o oposto: paralisia.
Medir tudo não traz clareza. Traz ruído.
Este texto existe para responder a esse pedido comum sem simplificar demais: o que marketing precisa parar de medir para conseguir decidir melhor.
Como você faz isso
Comece entendendo que métrica não serve para registrar atividade. Serve para orientar decisão.
Se uma métrica não muda nenhuma escolha possível, ela não precisa ser acompanhada agora.
Um filtro simples ajuda:
essa métrica indica avanço em direção à meta?
ela aponta um problema acionável?
alguém sabe o que fazer se ela piorar?
Se a resposta for “não”, essa métrica pode sair do radar.
Na prática, o que costuma cair primeiro:
métricas de vaidade (artigo de apoio aqui)
indicadores duplicados
números que só fazem sentido no fim do funil, mas são analisados cedo demais
Menos métricas não significa menos controle.
Significa mais foco no que importa agora.
Por que isso é importante
Times que medem tudo gastam energia explicando números. Times que medem pouco gastam energia decidindo melhor.
Excesso de métricas cria uma falsa sensação de gestão. Marketing aprende mais rápido quando escolhe o que observar e ignora o resto temporariamente.
Para aplicar agora
Liste todas as métricas que o marketing acompanha hoje.
Destaque as que realmente influenciam decisões semanais.
Escolha no máximo 3 métricas principais para o período atual.
Pause o acompanhamento das demais.
Reavalie só quando a meta mudar.


